Patrões dificultam as negociações provocando revolta e transtornos à categoria

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Surpreendentemente este ano o SINDESP criou dificuldades para a negociação salarial. A primeira delas foi ter marcado a eleição deles no período em que trabalhadores e empresários deveriam estar negociando, debatendo, fazendo assembléias para que a pauta evoluísse positivamente antes da data base 1º de março. Finalmente, quando as agendas foram afinadas, outra dificuldade.

Estes desencontros provocaram mais revolta dos dirigentes sindicais e transtornos à categoria, já que esta negociação deverá se estender por todo mês de março. Esta atitude do SINDESP é no mínimo irresponsável, pois quando a próxima convenção for assinada com os novos valores muitas empresas terão que fazer folha suplementar para o pagamento retroativo. Mais uma vez o sindicato patronal se mostrou irredutível em acrescentar o adicional de Risco de Vida ao salário do vigilante. E continuam não entendendo que o salário do vigilante está quase no patamar do salário mínimo, obrigando o profissional a ter outro emprego ou até mesmo se sujeitar a trabalhar em empresas clandestinas, sem carteira assinada, com baixos salários e sem nenhuma garantia trabalhista.
Portanto, para enfrentar mais esta campanha salarial, é importante que a categoria participe ativamente, até da greve, caso ocorra. É preciso lembrar que a única arma que a categoria dispõe para conquistar melhores salários e condições de trabalho é a união e a mobilização.

O Brasil esta às vésperas da COPA-FIFA 2014 e até o momento o Sindicato das Empresas de Segurança não aceitou conversar e negociar as condições de trabalho dos profissionais que atuarão neste grande evento esportivo. Se depender da FIFA, do SINDESP e do Governo Dilma, tudo será feito de qualquer maneira, sem nenhuma garantia para os trabalhadores.

Por fim a pauta foi entregue em mãos do presidente do SINDESP, Frederico Crim.

Os sindicalistas defenderam:

• A permanência e inclusão dos dois adicionais (Periculosidade e Risco de Vida);
• Aumento acima da inflação;
• Tíquete refeição no valor de 23,00 com redução do desconto;
• Que a cláusula de multa por atraso do salário seja cumprida;
• Aumento das vigilantes femininas no plano de segurança das empresas, principalmente nos bancos;
• Substituição do triênio para anuênio;
• Plano de saúde pago pela empresa ao vigilante e seus dependentes;
• Adicional noturno estendido até às 7h ou até o encerramento do plantão, entre outras reivindicações.

Nova rodada de negociação entre patrões e trabalhadores será no dia 10/03 às 14hs.

Fonte: Sindvig

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