Copa do Mundo deve empregar 60 mil seguranças

Os vigilantes privados terão um papel fundamental na segurança da Copa do Mundo de 2014. Serão eles os primeiros responsáveis pela proteção de atletas e torcedores nas arenas do Mundial, nos centros de treinamentos de seleções e nos hotéis credenciados pela Fifa.

 

Por tudo isso, a Copa do Mundo será uma grande oportunidade de emprego para esse tipo de trabalhador. Segundo o próprio Comitê Local Organizador da Copa (COL), pelo menos 60 mil vigilantes devem ser contratados para o Mundial. Para conseguir uma dessas vagas, entretanto, a exigência será grande.

Para ser um segurança privado normal, trabalhadores já precisam ter passado por um curso e se enquadrar em uma lista de requisitos: ter no mínimo 25 anos, não ter antecedentes criminais, passar por avaliação psicológica e ter estudado pelo menos até a 4ª série do Ensino Fundamental. Já para a Copa do Mundo de 2014, uma nova exigência entra nessa lista.

Todos que quiserem trabalhar no Mundial, assim como nas Olimpíadas de 2016, terão de passar por um curso específico sobre segurança de megaeventos esportivos, que está sendo estruturado pela Polícia Federal (PF). No curso, os seguranças terão aulas sobre como lidar com grandes públicos e o que fazer para proteger multidões. Também terão instruções sobre como trabalhar em conjunto com as forças oficiais de segurança para que toda a ação esteja coordenada na Copa do Mundo.

O curso para segurança em megaeventos terá cerca de 50 horas-aulas e será ministrado em centros de formação habilitados pela PF. A grade curricular ainda não definida, por isso as matrículas ainda não estão abertas. Quando estiverem, devem custar cerca de R$ 250.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Rio de Janeiro (Sindesp-RJ), Frederico Crim Câmara, boa parte das companhias que pretende prestar serviços para Fifa durante o Mundial deve custear o curso de seus funcionários já que, sem ele, os vigilantes não poderão trabalhar. Nada impede, porém, que um trabalhador comum pague sua própria formação.

“A jornada de 12 horas em um evento como este rende entre R$ 150 e R$ 170 para cada vigilante. Para quem quer ser segurança, compensa o investimento”, afirmou Câmara.

O presidente do Sindesp-RJ disse que cada segurança contratado para a Copa deve prestar serviços por três ou quatro meses. Depois do evento, porém, é grande a chance de eles permanecerem empregados. “Ainda teremos outros eventos”, disse.

No Rio de Janeiro, por exemplo, após a Copa do Mundo, começam as competições-teste para as Olimpíadas. De acordo com Câmara, até 2016, todos esses eventos esportivos devem empregar até 300 mil pessoas em todo o Brasil. “Quem entrar nesse ramo, dificilmente ficará desempregado nos próximos anos”, disse.

 

 

 

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